O uso da “doença” na satisfação de necessidades.

Desde muito cedo exercemos influências sobre o meio que estamos inseridos: desde o nascimento através de choros, manhas e outros comportamentos influenciamos os nossos pais a satisfazerem as nossas necessidades. Assim, aprendemos a lidar com os sintomas de nossas doenças da infância. Aprendemos a “cultura da doença” de nossa sociedade: através do sofrimento e da ameaça da morte adquire-se poder e conquistas.

No espaço angustiante de existência temporal e finita, a doença é a denúncia da morte por vir; ao prenuncio de qualquer sintoma experimentamos  o sofrimento corporal, e sobretudo, o sofrimento do “espírito” (o sofrimento emocional). Sofro porque sou finito e porque os meus entes queridos também são finitos.

Às angústias e ansiedades, acrescemos uma busca de justificativa para tal sofrimento, e normalmente o argumento encontrado é o de merecer este sofrimento: a aplicação de um castigo para compensar uma falta conhecida ou não. Juntamente com esta sensação de culpa, o sentimento de impotência é acrescido. A culpa e a impotência muitas vezes levam a se projetarem conceitos sobrenaturais à doença, incluindo toda uma aura mística ao lidar com a mesma.

Aprendemos desde muito cedo estes significados culturais. Ainda como bebês sentimos e observamos os sentimentos dos nossos pais e tutores. Sentimos suas angústias, suas culpas, impotências e os comportamentos de zelos excessivos dos quais gostamos muito. Aprendemos uma formula eficaz de punição para quando não nos sentimos satisfeitos: através do meu sofrimento, faço o outro sofrer!

Contudo, ao assim me comportar e observar o sofrimento alheio que provoquei, adquiro a culpa inerente em tais ações, inclusive com intuito de intensificar e prolongar o sofrimento, retardando a recuperação. Esta dinâmica viciosa é de difícil solução, principalmente quando existente em famílias que adotam o culto à doença e ao sofrimento.

Léo Baroni

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6 comentários sobre “O uso da “doença” na satisfação de necessidades.

    1. Oi Jocileide
      por questões de fundo ético do CRP, não posso informar valores pela mídia. Mas posso dizer que tenho postura bem flexível para com as questões financeiras. Caso tenha interesse marque consulta, sem compromissos, para discutirmos o assunto. Fone: (11) 3459-8322.
      Obrigado.
      Léo

  1. Quero muito saber se é possível ajudar meu neto de 19 anos com regressão, pq ele está dentro de casa há 7 meses e seu desejo é de fazer operação para mudança de sexo; porém nunca percebemos nada de anormal e de uns tempos para cá não nos visita mais. Agradeceria muito se puder me responder, pois não sabemos .mais o que fazer.

    1. Maria Cristina, bom dia
      O Hospital das Clínicas (HC) mantém uma equipe multidisciplinar que poderá atender as necessidades e conflitos vividos pelo seu neto. Ali ele passará por atendimentos médicos, psiquiátricos, psicológicos e sociais. Procure-os, mas devo afirmar que eles atenderão exclusivamente as necessidades e expectativas do seu neto e não os desejos e conflitos dos familiares. Obrigado

  2. Sou habilitada, mas tenho medo de dirigir e não dirijo o que atrapalha toda a dinâmica da minha vida. Trabalha na solução deste tipo de problema?

    1. Marlene, boa noite.
      Tenho acompanhado com sucesso diversos pacientes que apresentaram e que apresentam a mesma dificuldade. Normalmente o medo de dirigir está vinculado aos receios nas tomadas de decisões na vida como um todo.
      Marque uma consulta, sem compromissos, para conversarmos a respeito: (11) 34598322

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