O Homem Doente

Toda e qualquer doença, desenvolve uma série de sintomas, que as medicinas antigas utilizavam, e ainda utilizam, para desenvolver diagnóstico e tratamento específico. A medicina moderna, sobretudo após a evolução das indústrias químicas, muitas vezes desenvolve procedimentos clínicos no combate dos sintomas propriamente ditos, podendo camuflar a identificação da doença geradora.

Os sintomas adquirem status de doença, com medicação especificamente elaborados para o combate dos mesmos, por exemplo, dores de cabeça, febres e outros.

As medicinas antigas observavam o “paciente” em todo a sua trajetória de vida, através do médico da família que visitava-o em seu próprio lar, podendo acompanhar a evolução das suas relações com o  trabalho, família, amigos, a saúde de sua vida econômica e afetiva. Toda a intervenção era desenvolvida obedecendo as circunstâncias que o paciente apresentava.

Atualmente este procedimento foi abandonado, e o paciente não é mais observado como um “ser-doente”. A preocupação está voltada, com freqüência na identificação da doença, com intervenções quase sempre rotineiras e padronizadas.

A nossa prática psicoterapêutica mostrou-nos a importância de se retomar a postura de observar o paciente em seu próprio meio e identificar a saúde de suas relações, no combate de toda e qualquer doença. Através de nossas observações clínicas constatamos que não existem doenças em si, e sim o “homem-doente” que tem complexidade diferenciada de convívio com o mal que o assola.

O “homem-doente” apresenta reações afetivas e culturais totalmente particulares, que somente podem ser assimiladas no diagnóstico se o mesmo for percebido como um ser que interage no seu habitate .

Ao tratar  uma doença específica em um determinado paciente, a ação terapêutica não se restringe ao mesmo, ela estende-se junto à família e sua cultura para com a doença, nas suas relações com o trabalho, amigos e relações sócio culturais.

Léo Baroni

Formulário de Contato:

2 comentários sobre “O Homem Doente

  1. Prezado Dr. Léo Baroni.
    Amei seus artigos e, gostaria muito de marcar uma consulta para avaliação. Há vinte anos sou uma mulher doente e acredito que a hipnose poderá me ajudar. O senhor ainda tem o consultório em Jundiaí. Grata Helena.

    1. Helena, boa tarde.
      Infelizmente não atendo mais em Jundiaí. Estou em São Paulo, Moema: Av. Moema, 635, fone (11) 3459-8322 e em São Bernardo do Campo: Rua Adriático, 02, Jardim do Mar, SBCampo. fone: (11) 4125-2513. Aguardo seu agendamento.
      Obrigado

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s